POLLYANNA VISTA PELOS OLHOS DE MONTEIRO LOBATO
dezembro 16, 2009
RESUMO DA RESENHA DO LIVRO POLLYANNA ELEANOR H. PORTER TRADUZIDO POR MONTEIRO LOBATO
Resenha a ser publicada na
TradTerm: Número Especial: Brasil: História, Sociedade, Tradução
Org. John Milton, USP, & Irene Hirsch, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Publicação no segundo semestre de 2010 – No. 17
PORTER, E. H. Pollyanna. Cia Editora Nacional. São Paulo. Trad. Monteiro Lobato. 12ª Ed. 1971. 184p.
PORTER, E. H. Pollyanna. Thomson ELT, 2006
A obra resenhada é a tradução de Pollyanna escrita por Eleanor H. Porter de 1913. A escritora romancista americana Eleanor H. Porter (1868–1920) foi criada para ser uma cantora, mas preferiu a literatura, da qual se dedicou, principalmente, a escrever para o público infantil. Sua obra infantil mais famosa é Pollyanna (1913), traduzida por Monteiro Lobato, mais tarde seguida pela sequência Pollyanna Grows Up (1915), traduzida por Monteiro Lobato com nome de Pollyanna Moça.
Pollyanna foi uma obra de grande repercussão popular nos Estados Unidos e depois em todo mundo. Houve uma impressionante onda de esperança de boa vontade e de entusiasmo. Hotéis, casas de chá, lojas e crianças tiveram o nome da menina que simbolizava a bondade e o otimismo. Milhões de exemplares, literalmente, foram e continuam sendo impressos, inúmeras vezes foram levadas ao palco, à tela e à televisão com enorme sucesso de público. Gerações de leitores continuam sendo envolvidas pela estória comovente da pequena órfã Pollyanna, que, baseada em contagiante otimismo e carregada dos mais puros sentimentos, toca no fundo da alma de qualquer tipo de leitor, incapaz de acompanhar impassível à mensagens de euforia e alegria transmitida pela criatura que logo às primeiras páginas aprendemos a amar que jamais esquecemos.
Pollyanna é uma obra dividida em 32 capítulos entitulados com a ação principal a ser narrada no próprio capítulo. A narrativa conta a estória de uma menina de onze anos que, ao perder o pai e não ter mais quem cuidasse dela, vai morar com a tia Miss Polly Harrington, irmã de sua mãe. Ao se mudar para a casa da tia ela, Pollyanna, muda completamente a rotina pacata da casa de Miss Polly. Pollyanna tem esse nome devido a uma homenagem que sua mãe, Jennie Whittier, fez às suas irmãs, que se chamavam Polly e Anna.
O livro Pollyanna é um livro que encanta e ensina a sempre ver o lado positivo da vida, independente da situação em que você esteja. Pollyanna, uma criança de 11 anos, ensina aos adultos seu jogo do contente e consegue mudar a vida dessas pessoas. Uma estória emocionante e comovente e a tradução de Lobato traz mais vida e alegria ao livro com seu estilo bem marcado.
MONTEIRO LOBATO E A LITERATURA INFANTIL E JUVENIL NO BRASIL
dezembro 16, 2009
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Trabalho apresentado e publicado no Caderno de Resumos da XII Mini-Enapol de Lexicologia, Lexicografia, Terminologia, Toponímia e Tradução – Tratamentos do léxico: as ciências do léxico e a construção do saber na interação com os diversos campos do conhecimento no dia 14 de dezembro de 2009.
Orientador: Prof. Dr. Francis Henrik Aubert
O presente trabalho é parte de um projeto maior de pesquisa de mestrado, ainda em andamento, que é a tradução do livro Infanto-Juvenil Memórias da Emília de Monteiro Lobato para a língua inglesa. Nesse trabalho será ressaltado a importância do conceito de literatura infantil e juvenil de um modo geral e conceituar o que é a literatura infantil e juvenil no Brasil e como foi seu início. Inicialmente os livros para crianças brasileiras eram a partir de adaptações de obras para adultos e traduções de obras estrangeiras. Como definir o que é literatura infantil brasileira, o que a distingue e por onde começou? Como classificar os livros em faixa etária, em livros infantis ou livros adultos? Como abordar os livros infantis ou juvenis fora dos critérios pedagógicos? Essas são questões que nos levam ao enfrentamento dos cânones literários das convenções que foram se urdindo ao longo da nossa história cultural e da nossa literatura. A começar pelo pioneirismo de Monteiro Lobato (1882-1948). Há de se pensar no projeto de nacionalização do livro infantil no Brasil e Monteiro Lobato participou ativamente nesse processo. Monteiro Lobato, bacharel em Direito, foi escritor para jornais de Taubaté, Santos e Rio de Janeiro; foi o precursor da literatura infantil brasileira. Foi o criador que o Brasil precisava para a literatura infantil com suas obras infantis situadas no famoso “Sítio do Pica-pau amarelo”. Ao buscar na história do mercado editorial brasileiro no primeiro período republicano, se vê que a intervenção dos editores sempre foi muito importante, graças a eles os livros foram e ainda são possíveis. Os estudos de Marisa Lajolo, Regina Zilberman e John Milton serviram como base principal de estudos para fundamentar o projeto de nacionalização da literatura infantil e juvenil e relacionar esses estudos às obras de Monteiro Lobato que deram início ao gênero literário no Brasil, tendo como exemplo, principalmente, a obra Memórias da Emília de Monteiro Lobato. Zilberman, Lajolo e Milton foram importantes, também, para apresentar a literatura infantil e juvenil como gênero literário no Brasil por meio das obras de Lobato.
Palavras-chaves: Monteiro Lobato, Literatura Infantil Brasileira, Tradução, Livro Infantil, Projeto de Nacionalização
Site: http://www.fflch.usp.br/dl/minienapol_lex
Artigo completo por e-mail: teacherkatiaregiane@gmail.com
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Trabalho apresentado no XII Congresso de Iniciação e Produção Científica da Metodista e do XI Seminário de Extensão da Metodista e VI Seminário PIBIC/UMESP de Pesquisa de 2009
O presente trabalho é parte de um projeto maior de pesquisa de mestrado que é a tradução do livro Infanto-Juvenil Memórias da Emília de Monteiro Lobato para a língua inglesa. Esse artigo foi apresentado como exigência para a conclusão da disciplina disciplina Estudos da Tradução: Diferentes Abordagens e Perspectivas no curso da Tradução da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de Letras Modernas. A tradução desse livro foi muito além do que a simples tradução palavra por palavra, pois a problemática da tradução está ligada à interpretação de significados entre línguas e, atualmente, há a necessidade de se pesquisar muito mais e profundamente a linguagem das crianças e a literatura infanto-juvenil. De modo geral os um dos problemas relacionados à tradução de um livro infantil ou juvenil, nesse caso, Memórias da Emília, é de se pensar na estética da recepção, pois o conceito do lúdico, recriação do imaginário, exotismo e situações de humor criará a legibilidade da tradução. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi criar uma estratégia de tradução para os problemas de traduções com as situações de humor, ditos populares e culturalmente marcados, palavras e produtos genuinamente brasileiros encontrados ao longo do livro, desafio esse que foi enfrentado ao traduzir uma obra para outra língua que não é a língua materna do tradutor. A teoria do escopo proposta por Hans J. Vermeer e Katharina Reiss serviu como base de estudo para aplicação e análise da tradução de Memórias da Emília. Além de Vermeer e Reiss, outros autores foram importantes para fundamentar o presente trabalho como Walter Benjamin, Gideon Toury, Christiane Nord e Francis H. Aubert. A partir dos pressupostos teóricos da teoria do escopo procurou-se entender e analisar os aspectos de maiores dificuldades na tradução da obra de Monteiro Lobato e houve a tentativa de adequar a tradução à cultura de chegada. A teoria do escopo pode ser bem aplicada causando um resultado favorável a tradução do livro que já foi concluída. Ainda não houve uma revisão completa dessa tradução, mas foi e tem sido um trabalho muito proveitoso e prazeroso de fazer.A literatura infantil e juvenil traz à tona a criança ao adulto que escreve e ao tradutor que a recria.
Palavras-chaves: Tradução, Literatura Infantil, Teoria do Escopo, Monteiro Lobato
Site: http://www.metodista.br/ev/congresso-metodista
Artigo completo pelo e-mail: teacherkatiaregiane@gmail.com
A TRADUÇÃO DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL COMO GÊNERO LITERÁRIO SOB PONTO DE VISTA DOS ESTUDOS DA TRADUÇÃO
agosto 25, 2009
Resumo publicado no “Caderno de Resumos” do X Encontro Nacional de Tradutores e IV Encontro Internacional de Tradutores de Ouro Preto UFOP.
Trabalho apresentado na categoria de “Tradução Literária” no dia 10/09/2009.
A estética na recepção é um dos pontos importantes para a tradução literária e para a tradução de literatura infantil e juvenil como gênero literário.Even-Zohar, criador da teoria dos polissistemas seguido por Toury, descreve o universo da literatura como um polissistema. Quanto mais um sistema cultural é periférico com relação ao centro cultural, menos é auto-suficiente, mais é receptivo às atrações novas e dinâmicas. Assim, podemos classificar a tradução de literatura infantil e juvenil como um subsistema dentro de um sistema único, ou seja, a Tradução Literária. A literatura infantil iniciou-se com a adaptação e tradução dos contos das Mil e uma Noites e no Brasil se definiu como gênero literário no início século XX com Monteiro Lobato e suas estórias de Narizinho, Emília e toda a turma do Sítio do Pica-pau amarelo, além de escrever para o público infantil, Lobato traduziu alguns livros como Pollyanna, Alice no País das Maravilhas, contos de Grimm, entre outras, adaptou obras clássicas como Peter Pan e Don Quixote. Facilmente identifica-se traços lobatianos em suas traduções e adaptações e os estudos de Mona Baker oferecem uma primeira tentativa de delinear um quadro metodológico para investigar a questão do estilo em tradução literária – não no sentido tradicional da questão de saber se o estilo de um determinado autor está devidamente encaminhado na respectiva tradução, mas em termos individuais, quer de tradutores literários ou não, podem ser indicada a utilização dos seus próprios estilos diferentes. Lobato realiza, em suas traduções, o seu próprio estilo de escrever e traduzir, ele costuma abrasileirar a linguagem, deixando seu texto atraente para o público brasileiro e para o público infantil, ele não se preocupava em tornar-se “invisível como tradutor”, pois Lobato reescrevia, recontava e manipulava os textos que traduzia de acordo com Susan Bassnett e André Lefevere em seus Estudos da Tradução.
Palavras-chaves: Tradução Literária, Literatura Infantil e Juvenil, Adaptação, Estudos da Tradução.
Evento realizado entre os dias 07 e 10 de Setembro de 2009.
Trabalho completo: teacherkatiaregiane@gmail.com
XII ENAPOL – A CONTRIBUIÇÃO DA LINGUÍSTICA MODERNA PARA PRÁTICA DE TRADUÇÃO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL
maio 22, 2009
A CONTRIBUIÇÃO DA LINGUÍSTICA MODERNA PARA PRÁTICA DE TRADUÇÃO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL
Autora: Katia Regiane Gonçalves dos SANTOS
Trabalho apresentado na XII ENAPOL – Encontro dos Alunos de Pós-Graduação em Lingüística da USP – Linguística Contemporânea: Desafios e Tendências. 2009 – USP
Este trabalho é parte de um projeto maior de pesquisa de mestrado que é a tradução do livro Infanto-Juvenil Memórias da Emília de Monteiro Lobato para a língua inglesa. O objetivo desse projeto é fazer com que o livro brasileiro faça parte da Literatura Infanto-Juvenil Internacional. A tradução desse livro vai muito além do que a simples tradução palavra por palavra, pois a tradução de um livro infantil e juvenil é muito mais que uma simples interpretação de significados entre línguas e, atualmente, há a necessidade de se pesquisar muito mais e profundamente a linguagem das crianças e a literatura infanto-juvenil. A linguística moderna contribuiu para a pesquisa e execução da tradução propriamente dita, pois há um campo muito vasto de estudos linguísticos relacionados à questões terminológicas, receptividade, competências comunicativas de cada faixa etária, comportamento linguístico da criança, habilidade de compreensão, perspectiva da emissor e do receptor e perguntas sobre compreensibilidade, bem como outros estudos relacionados ao comportamento infantil, receptividade de livros infantis, análise de mercado e uma melhor definição do conceito de literatura infantil e juvenil. Como parte dos critérios para a tradução de um livro infantil ou juvenil é necessário pensar na estética da recepção, pois o conceito do lúdico, recriação do imaginário, exotismo e situações de humor criará a legibilidade da tradução. Se não houver uma estratégia na tradução o produto final se tornará um texto sem propósitos e, pior, ininteligível para uma criança. A teoria do Escopo (Baker, 1998) foi muito bem aplicada para a tradução de Memórias da Emília em situações de humor, ditos populares e culturalmente marcados, desafio esse que foi encontrado ao traduzir uma obra para outra língua que não é a língua materna. Segundo Schäffner (Baker, 1998), a teoria do escopo é uma abordagem de tradução desenvolvida na Alemanha nos anos 70 e que reflete uma mudança dos modelos de tradução predominantemente linguísticos e formais para um conceito funcional e socialmente orientado de tradução. Saussure (Mounin, 1975) dizia que “se as palavras fossem incumbidas de representar conceitos dados de antemão, cada uma delas teria, de uma língua para outra, correspondentes exatos quanto ao sentido: ora, isto não acontece”, mas Saussure não empreende a crítica desta noção tradicional em nome das existência de rótulos idênticos para coisas distintas (homônimos), ou de múltiplos números para uma mesma coisa (sinônimos). A crítica saussuriana explica cientificamente por que motivo a tradução ao pé da letra jamais pôde funcionar de maneira satisfatória: porque, as palavras não possuem forçosamente a mesma superfície conceitual em línguas diferentes. O tradutor de literatura infantil e juvenil se vê em uma tarefa árdua onde precisa tomar várias decisões de ordem linguística para dar legibilidade a sua tradução prestando especial atenção aos componentes linguísticos no texto (semânticos, lexicais, gramaticais e estilísticos), adotar seus próprios critérios e apontar, na tradução, as soluções adequadas, ao seu ponto de vista, para o público alvo. A linguística contemporânea questionou, indiretamente, a legitimidade, assim como a possibilidade, de qualquer tradução, destruindo de outra maneira a noção que tradicionalmente se tinha do sentido. É justamente com técnicas de tradução, seja com uso de paráfrase, adaptações, inversões, reformulações e, até mesmo, de reescrituras que o tradutor deixa sua marca e é inevitável que hajam essas marcas em uma tradução de literatura infantil, Monteiro Lobato foi um tradutor que deixava “suas marcas” em suas traduções e adaptações e Memorias da Emília é uma tradução lobatiana com as marcas da tradutora que a fez.
Palavras-Chaves: Tradução, Linguística e Literatura infantil e juvenil.
Informações: http://www.fflch.usp.br/dl/enapol/xiienapol