Dia Nacional do Fusca

janeiro 20, 2011

Hoje, dia 20 de Janeiro, é o dia Nacional do Fusca!

As Mulheres e a Cerveja!

agosto 22, 2009

Impressionante, esses dias vi uma notícias no Yahoo Minha Vida que a cerveja faz bem às mulheres. Interessante!
Engraçado, porque há alguns anos atrás era “feio” uma mulher beber cerveja, sair com as amigas para beber cerveja era a “morte”, passível de apedrejamento em praça pública….rssss (Brincadeirinha).
Bom, voltando, não há nada mais prazeroso (até há) que sair com os amigos despretenciosamente para conversar sobre assuntos diversos, matar a saudade e beber uma boa cerveja.
É isso que faz as pessoas serem mais felizes e mais saudáveis, pois li uma vez sobre uma pesquisa científica que as pessoas mais felizes são aquelas que têm BONS amigos e convivem com eles.
Mas voltemos para o lado científico e acrescento mais um lado matemático:

  • FELICIDADE = AMIGOS + CERVEJA
  • Claro que se tiver alguns aperitivos não tem problema, não é mesmo?…rsss
    Pois bem, está comprovado que a cerveja faz bem à saúde e vamos bebê-la MODERADAMENTE se for sair com os amigos, mas se estiver em casa, está liberado ao ritmo de “Beber, Cair e Levantar”! rsss!!

    Lembrando sempre que “Se beber, NÃO dirija” ou como no filme em cartaz, “Se beber, NÃO case”, afinal de contas os solteiros são mais felizes que os casados…rssss

    Hoje, sabadão, dia internacional para “Sair para Beber com os Amigos”…Let’s go everybody!!!

    Segue a reportagem na íntegra:

      Cerveja fortalece os ossos das mulheres
      Pesquisa aponta que hormônio presente na cerveja aumenta densidade óssea

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Extremadura, na Espanha, constatou que o fitoestrogênio, um dos principais componentes da cerveja, aumenta a densidade dos ossos femininos, prevenindo o organismo de doenças ósseas. A substância é um hormônio que tem ação semelhante ao do estrogênio no organismo feminino e pode ser encontrado em diversos alimentos como a soja e a cevada, por exemplo.

    Doenças ósseas como a osteoporose ocorrem em função da redução da densidade dos ossos, deixando o paciente mais suscetível à fraturas. O problema é mais comum nas mulheres durante a menopausa, pois nessa fase há uma baixa na produção do estrogênio e, consequentemente, um desgaste ósseo maior já que o hormônio é responsável pela proteção dos ossos.

    Para o estudo, foram recrutadas 1.700 voluntárias, com idade média de 48 anos. Todas eram consideradas consumidoras “leves” ou “moderadas” de cerveja, ingerindo cerca de 280 gramas da bebida por semana.

    Após a comparação entre o ultrassom das voluntárias, constatou-se uma maior densidade óssea nos dedos das mãos das mulheres que bebiam cerveja quando comparadas com outro grupo que não consumia a bebida. Os resultados foram comparados, levando-se em conta fatores como peso, idade e a quantidade de consumo de álcool.

    O hormônio evita a redução da densidade óssea, porém a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas também pode levar ao desgaste ósseo, por isso, os pesquisadores recomendam cautela na hora de consumir a cerveja.

    Fonte:yahoo.minhavida.com.br

    O Dia D

    junho 6, 2009

    Eis aqui um assunto que muito me interessou durante meu período escolar  e que ainda me interessa: A Segunda Guerra Mundial. Há sessenta e cinco anos, no dia 06 de Junho de 1944, às 06h30, foi o Dia D da Batalha da Normandia iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Literalmente foi o começo do fim, ou seja, o começo do fim da Segunda Guerra Mundial.

    A história se seguiu da seguinte maneira: na madrugada de 6 de junho de 1944, as Forças Aliadas colocaram em terra 5 divisões nas praias da Normandia. Durante a noite anterior, 3 Divisões de Airborne foram lançadas sobre cada lado da futura área de desembarque com a seguinte missão; preparar e garantir o futuro praia. Neste dia, 06 de junho de 1944, deu-se a maior operação militar aeronaval da história. Naquela data, 155 mil homem dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região da França atlântica, dando início à libertação européia do domínio nazista.

    Antes do Desembarque em Omaha Beach

    Antes do Desembarque em Omaha Beach

    Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o primórdio do colapso final do III Reich, o império que, segundo a propaganda nazista, deveria durar mil anos.

    Os primeiros ataques foram nas praias de Omaha e de Utah às 6h30 do dia 06 com objetivos de estabelecer uma praia entre Port en Bessin e o Rio Vire, em seguida, seguir para sul paralelamente ao Segundo Exército Britânico e ao Exército Canadense que viriam a seguir. O objetivo principal do ataque, segundo o general Eisenhower, “era a ambição de que forças terrestres e aerotransportadas ocupassem a costa entre Le Havre até a península de Cotentin (ambos na Normandia francesa), e, a partir do sucesso em formar cabeças-de-praia com portos adequados, dirigir-se ao longo das linha do rio Loire e do Sena diretamente para o coração da França para destruir o poder alemão e libertar a França.”

    Foto Clássica da Praia de Omaha no Dia D Foto Clássica da Praia de Omaha no Dia D

    As más condições meteorológicas daquele dia, as fortes correntes marítimas, as forças das marés e baixa visibilidade desorganizaram um pouco os horários de desembarque do primeiro ataque. Mais de 800 aviões conduzindo a bordo três divisões aerotransportadas anglo-americanas, lançaram tropas paraquedistas atrás das defesas alemãs, exatamente para desbaratar a estratégia de Rommel, fazendo a maior confusão possível. Naquela manhã, ao amanhecer, deu-se a vez dos lanchões de desembarque. Milhares deles apareceram na frente das cinco praias previamente acertadas (seus codinomes eram Omaha,Utah, para os americanos; Juno, Gold, Sword para os anglo-canadenses). 

    Mapa dos Ataques na Normandia em 06/06/1944

    Mapa dos Ataques na Normandia em 06/06/1944

    Às 6h30 quando as tropas se aproximavam da praia os alemães começaram a abrir fogo furiosamente na praia de Omaha rompendo todos os diabos soltos.  A praia de Omaha era muito plana sem áreas para se esconder ou se abrigar. O ataque em Omaha tinha sido bem sucedido, mas tinha sido muito mais difícil do que aquilo que era previsto. De um modo geral, a limpeza e organização da praia tinha apenas começado ao anoitecer. Desnecessário dizer que nenhum dos objetivos do Dia D estabelecidos previamente 1ª Divisão Infantaria foram alcançados, nem a penetração na rota 13, nem a junção com os britânicos em Port EN BESSIN ou o Rangers, o Pointe du Hoc.

    Mapa dos Assaltos

    Mapa dos Assaltos

    Os sentinelas alemães ficaram atônitos ao se depararem em meio a névoa matinal que se dissipava com um horizonte tomado por embarcações. Em seguida, um calor dos infernos abateu-se sobre eles. Do mar, 500 navios de guerra abriram as baterias contra as linhas de defesa. Do alto, despencavam toneladas de bombas dos 10 mil aviões que participavam da operação. Um dilúvio de explosões praticamente paralisou-lhes a resistência.

    A segunda onda de reforços começam a desembarcar às 7h00 ainda na praia de Omaha e cumprem o mesmo destino; as perdas de homens e material são crescentes a cada minuto.  Por volta de 7h25 novos ataques das infantarias britânicas começam nas praias de Gold e Sword. No entanto, começando em torno de 8h, alguns oficiais começam a organizar pequenos grupos de homens e levá-los para os primeiros pontos fortes de ataques. Apesar de muitas mortes, perdas e equipamentos desorganização, uma grande porção do ataques permaneceram e foram muito incentivados. A condição mais importante para melhorar a situação na praia foi a de “empurrar” os veículos terrestres. Isto só foi possível após a destruição da resistência alemã. Ao início da tarde, os veículos foram capazes de avançar ao longo do vale Ruquet. Conforme foram aumentandos os ataques e diminuindo a resistência alemã o tráfego ficou “liberado” só no final do tarde. O ataque da infantaria canadense começou às 7h45.
    Praia de Omaha

    Praia de Omaha

    Por fim uma análise pode ser feita para esse dia. Apenas 100 toneladas de material tinham sido desembarcadas das 2.400 previstas mas mais do que isso, as perdas humanas foram surpreendentes, cerca de 34.000 homens desembarcados, os americanos perderam cerca de 4.720 mortos, feridos ou desaparecidos na praia o que seria para sempre conhecido como “Bloody Omaha”, “Omaha Sangrenta”.

    Nos dias seguintes, o trabalho da força aérea aliada, da USAF e da RAF, foi seccionar a Normandia do restante da França por meio de bombardeios seletivos que destruíram todas as pontes sobre o rio Loire e o rio Sena. Isoladas, as guarnições alemãs que resistiam à invasão ficaram impedidas de receber reforços das Divisões Panzer que estavam aquarteladas em outros lugares. Mesmo assim, com poderosa cobertura aérea e naval, avançar pelas praias naquele dia do desembarque estava longe de ser um sossego. Nas falésias da Normandia, emboscadas, as metralhas alemãs sobreviventes varriam tudo o que se mexesse. Que bravura tiveram que mostrar os soldados aliados. Quando abria-se a frente do Higgins boat, o lanchão de desembarque, eles eram recebidos à rajadas e a balaços precisos disparados das casamatas, enquanto explosões de morteiros levantavam água e espuma ao redor deles. Se bem que a maioria dos soldados estivesse na faixa dos 22-23 anos e serviam no exército já há dois ou três anos, milhares deles nunca haviam disparado um tiro sequer a valer. E assim, tensos, foram jogando-se na areia abrindo caminho com muita coragem para por um fim naquele açougue em que a Europa se transformara. Setenta dias depois, no dia 25 de agosto de 1944, em meio à multidão doida de felicidade, eles entravam em Paris.

    Um dos filmes que retratam com certa fidelidade o Dia D é o filme O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) de Steven Spielberg com o fantástico ator Tom Hanks como protagonista. De todos os filmes, sobre a Segunda Guerra e sobre o Dia D, que assisti esse é o melhor. O filme já começa com o desembarque no setor Dog Green na Praia de Omaha. As cenas dos ataques são muito realistas e se seguem durante os 24 minutos seguintes.

    Saving Private Ryan - The Film

    Saving Private Ryan - The Film

    Hoje, a praia de Omaha possue poucos destroços da Segunda Guerra e alguns museus foram desativados, mas ainda conta com alguns pontos históricos a serem visitados como o Cemitério Americano de Omaha, por exemplo. 

    Praia de Omaha Hoje

    Praia de Omaha Hoje

    Realmente Omaha Beach ou, melhor dizendo, toda a Normandia é um dos 1001 lugares para se conhecer antes de morrer e, com certeza não passarei por essa vida sem antes conhecer esse lugar que me fascina até hoje.
    Texto de Katia Regiane tendo como fonte o site 6 Juin 1944 (versão em Inglês). Tradução e Adaptação de alguns trechos por Katia Regiane.

    Memória e Aprendizado

    maio 23, 2009

    No programa do Globo Reporter de ontem à noite, a reportagem foi sobre memória. Um assunto muito importante e pertinente a mim.

    Há algum tempo tenho notado que estou perdendo um pouco da minha memória recente, isso mesmo, memória recente. Agora você pode pensar assim: “Como uma professora pode estar perdendo a memória???”. Então, a minha memória não-recente (não sei qual o nome científico dessa memória) parece estar intacta, me lembro de coisas da minha infância, inclusive coisas que não queria lembrar, mas minha memória recente anda meio fraca. Se bem que tenho tantas coisas pra fazer que fica muito fácil esquecer das coisas. Coloco lembretes no celular ou no Outlook, espalho Post it pelo meu quarto. Referente às aulas, também, espalho os famosos Post it nos meus livros, cadernos, etc. Resolve, desde que não me esqueça de fazer todo esse ritual. (rsss)

    Quando era adolescente, não me lembro quando (ihhh), fui ao médico para saber se era normal esse esquecimento todo, pois me esquecia de tudo. Minha mãe vivia tirando sarro da minha cara por não me lembrar das coisas tão simples e, é claro, levava algumas broncas quando não me lembrava de coisas importantes que ela me dizia. O médico me disse que era porque minha mente estava sempre trabalhando e eu somente me lembrava das coisas que realmente me interessava ou que eu estava envolvida naquele momento ou que, muitas vezes, não prestava a devida atenção por fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Isso era verdade. Tinha mania de arrumar a casa e assistir televisão ou ouvir música ao mesmo tempo. Até para estudar eu ligava a televisão ou o rádio. Confesso que sou um pouco desligada, também, mas não subestime minha inteligência porque posso não estar prestando atenção, mas estou e se o assunto é do meu interesse eu ouço tudo e mais um pouco.

    O que acontecia comigo era esquecer aonde colocava os óculos, chaves, material da escola, aonde guardava a louça que tinha acabado de secar, aonde colocava os sapatos, aparelho ortodôntico móvel (é verdade, já perdi meu aparelho) essas coisas. O médico me deu uma dica para criar um roteiro ou uma rotina para não esquecer aonde deixava as coisas e, é claro, prestar atenção nas coisas que eu estivesse fazendo e evitar fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Bom, comecei a fazer algumas coisas. Não segui todas as instruções ao pé da letra, pois ainda hoje eu ouço música quando estou fazendo qualquer coisa, até estudar. A televisão continua ligada quando estou limpando o apartamento, enfim, essas coisinhas. Então comecei a deixar os óculos sempre nos mesmos lugares que era em cima da televisão ou na cabeceira da minha cama, guardava os sapatos sempre na sapateira, mesmo que fosse usá-los em pouco tempo, o material da escola sempre no mesmo lugar, quando secava a louça criei um modo de deixar sempre as coisas no mesmo lugar e na mesma ordem. Agora, meu aparelho colocava em cima da geladeira, podem rir porque é isso mesmo, comecei a colocá-lo em cima da geladeira e eu sempre lembrava que ele estava lá, não sei porque inventei de deixar em cima da geladeira, mas fazia isso. Todos achavam engraçado quando ia comer algo e precisava tirar o aparelho e o colocava em cima da geladeira (claro que eu higienizava antes). Esse ato “engraçado” já foi bastante útil. Uma vez esqueci (olhem isso!…rss) meu aparelho na casa da minha tia e minha prima se lembrou que eu o colocava em cima da geladeira, viu só.

    Sempre fui organizada com as minhas coisas e depois disso passei a criar algumas rotinas organizacionais pra mim mesma. Separo meus documentos em pastas, eles podem estar todos “naquela bagunça organizada” do meu quarto, mas está dentro de alguma pasta específica, pode ter certeza. Detalhe que todos fazem gozação com o meu modo de organizar as coisas. Já até fizeram brincadeiras como eu organizo meu quarto, banheiro, etc.

    Confesso, também, que a ansiedade é uma vilã no meu caso e sabendo disso crio a minha rotina. Quando tenho algo importante, evento, aula que seja, me organizo no dia anterior. Faço minha check list, igual aquela cena hilária do Jack Nicholson no filme Melhor Impossível (As Good as it Gets). Isso resolve para não esquecer coisas materiais, mas às vezes tenho medo de me esquecer de algo que preciso falar em aula, em público ou, até mesmo, quando vou apresentar algum trabalho. Crio meu próprio roteiro. Passo e repasso pra mim mesma (não gosto de repassar falas ou conteúdos com ninguém) quantas vezes for necessário, até eu me sentir segura para apresentar de fato. Que é aquela famosa velha história do tal planejamento. Podem me julgar à vontade, mas gosto de planejar tudo sim desde uma simples aula até uma viagem. Sempre resolveu e em time que está se ganhando não se mexe, não é mesmo?

    Enfim, uma boa organização nas ideias (que difícil escrever essa palavra sem acento) e nas coisas melhoram a memória, pelo menos pra mim melhorou. Como aluna, me descobri ser uma pessoa muito visual, pois tudo o que vejo ou ouço em uma aula, palestra, reportagem eu anoto e dessa forma posso voltar, ler o que escrevi e retomar as ideias novamente para trabalhos futuros. Praticamente um fichamento. Quando estudava inglês anotava tudo, tudo mesmo. Vocabulário novo, como pronunciar uma palavra, significado de palavras ou expressões, mas conseguia prestar atenção na explicação, sim. Acabei, depois de um tempo por meio de um teste psicológico, que sou uma pessoa visual ao mesmo tempo que sou auditiva, ou seja, sou uma pessoa de boa memória visual e boa memória auditiva. Minha professora de Francês não gosta muito disso não, ela prefere que a gente preste atenção primeiro pra depois anotar, ou, como ela mesmo diz, taquigrafar. (rsss)

    Gosto de passar essas dicas para meus alunos. Que eles anotem tudo o eles estão aprendendo. Esse tipo de anotações, quando se aprende uma nova língua, chama-se lexical notebook que podemos traduzir de forma popular por dicionário ou glossário pessoal. São anotações úteis tanto para o presente como para o futuro. Por isso continuo dizendo aos meus alunos: Dear students, keep on taking notes. Ninguém precisa saber ou entender o que está escrito, vocês entendendo é o que interessa.

    Como professora e acadêmica não posso ter memória fraca e de acordo com a médica entrevistada no Globo Reporter, com o tempo perdemos memória, mas ganhamos sabedoria. É isso. Sei que vou perder parte da minha memória com o tempo, mas a sabedoria que levarei comigo até os meus últimos dias de vida será mais importante. Prefiro ser lembrada como uma pessoa sábia. Isso é bom! Claro que espero ter essa sabedoria for many years.

    Ah! Outra coisa muito importante que foi dita na reportagem foi que aprender um novo idioma melhora a memória. Então pessoal, vamos aprender inglês. Vocês melhoram a memória e eu continuo a trabalhar bastante. (rss)

    That’s it!

    Auf wiedersehen…

    Katia

    Mais informações: http://g1.globo.com/globoreporter/0,,16614,00.html

    Hi PessoALL!

    Então, hoje, dia 21 de maio, é o dia da Cachaça. Imaginem, tem dia da Cachaça. Dei muita risada quando entrei no site do Yahoo e vi a reportagem de nome “Tire o cálice da estante e brinde o dia da Cachaça”. Não que eu seja uma ‘cachaceira’, mas acredito ser uma boa apreciadora de Cachaça. Não sabia que existia um Dia Nacional da Cachaça e, muito menos que existe um museu, pois é, existe o Museu da Cachaça na cidade de Tupã, interior de São Paulo. Existe até Dia da Sogra, porque não haveria um Dia Nacional da Cachaça, não é mesmo?

    Bom, a história da Cachaça, que hoje é uma bebiba sofisticada e aparece como o terceiro destilado mais consumido em todo o mundo (superado apenas pela vodca e pelo soju coreano), faz parte da Historia do Brasil, desde os anos 1500. Naquela época, a produção era realizada de forma clandestina pelos escravos (os senhores de engenho preferiam a bagaceira, destilado alcoólico feito com restos da fermentação do vinho). Após a fermentação do melaço e a destilação do produto em alambiques improvisados, seguindo a técnica usada pelos portugueses para a produção da bagaceira, foi criada a primeira aguardente brasileira. A menção mais antiga à palavra cachaça é de 1640, época em que Maurício de Nassau governou os domínios holandeses no Nordeste (1637-1644).

    Sobre a origem do termo cachaça, há muitas explicações. Uma delas diz que tudo começou com o vocábulo ibérico cachaza, que nomeava um tipo de vinho barato muito consumido em Portugal e na Espanha. Outra hipótese é que a palavra designava a fêmea do cachaço, um porco selvagem cujas carnes duras eram amaciadas com a aguardente.

    Há cinco anos atrás estive em Paraty e tentamos (estava com um pessoal) ir a alguns alambiques, mas nos perdemos (pra variar) e não chegamos nem perto de alambique algum. O mais próximo de um alambique que chegamos foi um restaurante-fazenda onde já tinha funcionado um. Até que tinha algumas bebidas lá para provar, acho que provei umas três bebidas, mas não eram Cachaças, não. Voltei a Paraty novamente e passei longe de qualquer alambique. Ainda vou em um.

    Soube que a cachaça é um ótimo digestivo, por isso o costume de degustá-la antes das refeições, como aperitivo, e depois delas, para colaborar na digestão. Olhem isso…Tomemos Cachaça!

    Depois de um tempo aprendi a degustar, isso mesmo, a degustar uma boa Cachaça. Na verdade foi em um curso de degustação de vinhos que fui em 2007 e o sommelier ensinou o modo correto de se degustar e apreciar um bom vinho e, por consequência, uma boa Cachaça. Não é difícil, dentre todas as teorias e práticas que aprendi, degustar foi a melhor parte (rsss).

    Ao se degustar um bom Vinho ou uma boa Cachaça você precisa dos sentidos na seguinte ordem: visão, olfato, paladar e tato. São os sentidos descobrindo a bebida.

    O Wine Writer Marcelo Copello, quando fala de vinho, diz que degustar é sentir a bebida e interpretá-la. Para isso é preciso educar as emoções, aprendendo a traduzí-las e descrevê-las. Notem que até para degustar uma bebida a Tradução está envolvida. Por outro lado todas essas emoções e sensações são subjetivas, mas a percepção é objetiva.

    Vamos traduzir (isso mesmo, a palavra é traduzir) a degustação de uma boa Cachaça, ou de um Vinho, em palavras. Temos poesia. Quando se transforma emoções e sensações em palavras temos as melhores poesias já escritas no mundo. Traduzindo para a minha área, todo esse processo de degustação de Cachaça pode ser chamado de Tradução Intersemiótica. Não entendeu? Nevermind.

    O que diriam, os poetas e boêmios assumidos, Alvarez de Azevedo, Manuel Bandeira, Olavo Bilac e Carlos Dummond de Andrade (meus poetas favoritos)? Acho que todos já sabemos as respostas quando lemos suas maravilhosas poesias. Ao menos eles bebiam muito e acredito que bebiam “bem”, ou seja, boa bebida. Prefiro usar bebida, nesse caso, por não saber o que eles realmente bebiam, somente imagino. Será que o segredo de se escrever Boa Poesia é beber Boa Cachaça?? Será?? Pensarei no assunto.

    Pois bem, voltemos a Cachaça, ou melhor, a degustação dela de acordo com os sentidos:

    - Olhar: O olhar é o primeiro sentido mais importante, pois a Cachaça tem que ser límpida, transparente e sem resíduo. Recomenda-se a tomá-la em cálices lisos e transparentes. A boa Cachaça deixa uma oleosidade no copo que escorre lentamente. Alguns degustadores costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida.

    - Olfato: O aroma tem que ser agradável e dar vontade de continuar a cheirar. O aroma evolui à medida que se aprecia, pois as substâncias aromáticas se volatizam em tempos diferentes. Para ser um bom degustador é necessário ter boa imaginação e memória. Quem não tem algum tipo de memória olfativa?

    - Paladar e Tato: Beber é o último estágio. Nesse estágio irá se confirmar tudo o que já sentiu. Muitas vezes o que achamos ser paladar é o olfato. O “cachaçólogo”, isso mesmo, o “cachaçólogo”, demora cerca de vinte minutos para degustar uma dose. Delfino Golfeto, diretor da maior rede de cachaçarias do mundo, Água Doce Cachaçaria, diz que quando se toma uma Cachaça é preciso observar a agressividade, a acidez, o sabor alcoólico inicial e residual. Segundo ele, a doçura deve ser, também, observada: é positiva se ela for resultante dos compostos doces do próprio produto e do método de armazenamento (quando também recebe açúcares provenientes da madeira na qual a cachaça é armazenada). É negativa quando é resultante da adição de sacarose. “Muitas vezes, o açúcar mascara sabores ruins”, diz o especialista. A doçura é percebida na ponta da língua, já a acidez é notada nos cantos da boca, próximo aos maxilares, pela salivação. Quanto mais ácida a Cachaça, maior a salivação.

    - Tato: Na boca, além do paladar, sentimos o tato e aromas (pela comunicação interna da boca com o nariz. Deve-se deixar a bebida  algum tempo na boca. No tato, notam-se a consistência, fluidez e temperatura da bebida, além da pungência alcoólica. No processo de degustação de várias cachaças de graduação alcoólica diferentes é importante tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão duro.

    Depois de todas essas informações úteis sobre a Cachaça o bom mesmo é bebê-la, ou melhor, apreciá-la. Aqui perto de casa tem um restaurante mineiro com comidas de boteco, costumo dizer que é a extensão da minha cozinha, sou cliente assídua de lá; eles servem, além de comida de boteco de boa qualidade, umas Cachaças que só por Deus, viu. Muito boas. Costumo tomar três delas a Boazinha, João Mendes e Salinas e recomendo.

    Aprendi, também, que as boas Cachaças são aquelas que são agressivas no começo e suaves no final. Não entendeu??? Então beba uma boa Cachaça my dear que você vai entender muuuuito bem o que estou falando. (rss)

    Brindemos, então, ao Dia Nacional da Cachaça e brindo de forma especial que aprendi no Carnaval de 2001:

    “Que os nossos sejam nossos,
    que os delas sejam nossos,
    que os nossos nunca sejam delas.
    Que a fonte nunca seque e
    que nossas sogras nunca se chamem Esperança
    porque Esperança é a última que morre.
    Que sempre sobre e
    que nunca nos falte.
    Que dêmos conta de todos, amém!”

    “Cheeeeers”

     

    Fontes:
    - yahoo.minhavida.com.br 

    - Dorling Kindersley Ltd

    - Museu da Cachaça
      Rua Nhambiquaras, 385 – Vila Aviação – Tupã – SP
      Telefones: (14) 3441-2321 / 3441-4337

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