DEVANEIOS
janeiro 26, 2012
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Alguns fatos e acontecimentos da minha vida me fazem pensar muito no que SOU e onde ESTOU. Às vezes fico triste, às vezes fico alegre, mas na maioria das vezes fico mais pensativa mesmo! Não sei dizer se isso é bom ou ruim, só sei dizer que por muitas vezes me sinto em uma história de Contos de Fadas às Avessas misturadas às histórias de super-heróis bem ao estilo da Marvel Comics com uma pitada de Maurício de Sousa com a sua Turma da Mônica!
Até parece histórias de alguém com Síndrome de Peter Pan, aquele alguém que nunca cresce ou que não quer crescer. Porém, há controvérsias do que é “Crescer”. O que, então, seria “Crescer”??? Uma questão métrica ou uma questão de começar a lidar com as complicações e conflitos do mundo aí fora??? Muito se é dito desde que somos crianças.
A minha vida é um roteiro de conto de fadas e histórias em quadrinhos, sim. Quando menina, todos me diziam o que eu podia e o que não podia fazer ou porque era menina demais ou não era mocinha suficiente. Aquela menininha dos cachinhos dourados, que não podia ouvir uma música e que já saía dançando como aquela boneca, aquela menina que cresceu conhecendo todos os contos de fadas e todas as histórias de Monteiro Lobato. Aquela menina que tinha um pouco de Emília, da Narizinho, do Pedrinho e, mesmo menina, já tinha um pouco de Visconde; a menina que queria, a todo custo, aprender a fazer os bolinhos de chuva da tia Nastácia e que MORRIA de medo da Cuca. A menina que sonhava em ser a Kate Marrone e a Mulher Maravilha, que tinha um pouco de Fräulein Maria, de A Noviça Rebelde, mas que, na verdade, era a Mônica de Maurício de Sousa.
Fui a menina que virou Pollyanna, e diferente da própria, se decepcionava e sofria com as pessoas que não eram tão boas como ela espera. A menina que brincou e brincou muito. A menina que brincou de Detetive, Stop e Gato Mia; que brincou de esconde-esconde, de queimada, de balanço, que brincou no escorregador, no gira-gira, que caiu de bicicleta, que vivia saltitante e dando os seus “saltos mortais”, “pontes” e “paradas de mão”, que sempre caía e se machucava, mas sempre levantava.
É, realmente, para quem tem uma vida de histórias de contos de fadas, histórias em quadrinhos, desenhos e de super-heróis basta, apenas, esperar pelo próximo episódio ou pela próxima tira e aguardar pelo: “…e viveram felizes para sempre!”