Me chame do que quiser…

dezembro 21, 2009

Pode me chamar do que quiser, NÃO LIGO!!!

Porque,

Se parece ingênuo que eu acredite nas pessoas, que me chamem de tola.
Se parece impossível que eu queira ir onde ninguém conseguiu chegar, que me chamem de pretensiosa.
Se parece precipitado que eu me apaixone no primeiro momento, que me chamem de inconsequente.

Se parece imprudente que eu me arrisque num desafio, que me chamem de imatura.
Se parece inaceitável que eu mude de opinião, que me chamem de incoerente.
Se parece ousado que eu queira o prazer todos os dias, que me chamem de abusada.

Se parece insano que eu continue sonhando, que me chamem de louca.
Só não me chamem de medrosa ou de injusta. porque eu vou à luta com muita garra e muita vontade de acertar.
E foi lutando que eu perdi o medo de ser ridícula. de ser enganada. de ser mal entendida.
Perdi, na verdade, o medo de ser feliz.

Não me incomoda se as pessoas me veem de forma equivocada.
O importante mesmo é como eu me vejo…
Sem cobrança. sem culpa. sem arrependimento.
A gente perde muito tempo tentando agradar aos outros. tentando ser o que esperam de nós.
Eu sou o que sou e não peço desculpas por isso.

No meu caminho até aqui, posso não ter agradado a todo mundo, mas tomei muito cuidado para NÃO PISAR EM NINGUÉM.

Sendo assim, me chame do que quiser, eu não ligo…

PORQUE EU SÓ ATENDO MESMO QUANDO CHAMAM PELO MEU NOME, QUE EU TENHO O MAIOR ORGULHO DE CARREGAR e que é KATIA REGIANE, o nome mais lindo que já foi escolhido para alguém!!!

Autor Desconhecido com adaptações de Katia Regiane

AMIGOS…

dezembro 18, 2009

Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de Oscar Wilde. Que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Texto: Oscar Wilde

    RESUMO DA RESENHA DO LIVRO POLLYANNA ELEANOR H. PORTER TRADUZIDO POR MONTEIRO LOBATO

Resenha a ser publicada na
TradTerm: Número Especial: Brasil: História, Sociedade, Tradução
Org. John Milton, USP, & Irene Hirsch, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

Publicação no segundo semestre de 2010 – No. 17

PORTER, E. H. Pollyanna. Cia Editora Nacional. São Paulo. Trad. Monteiro Lobato. 12ª Ed. 1971. 184p.

PORTER, E. H. Pollyanna. Thomson ELT, 2006

A obra resenhada é a tradução de Pollyanna escrita por Eleanor H. Porter de 1913. A escritora romancista americana Eleanor H. Porter (1868–1920) foi criada para ser uma cantora, mas preferiu a literatura, da qual se dedicou, principalmente, a escrever para o público infantil. Sua obra infantil mais famosa é Pollyanna (1913), traduzida por Monteiro Lobato, mais tarde seguida pela sequência Pollyanna Grows Up (1915), traduzida por Monteiro Lobato com nome de Pollyanna Moça.
Pollyanna foi uma obra de grande repercussão popular nos Estados Unidos e depois em todo mundo. Houve uma impressionante onda de esperança de boa vontade e de entusiasmo. Hotéis, casas de chá, lojas e crianças tiveram o nome da menina que simbolizava a bondade e o otimismo. Milhões de exemplares, literalmente, foram e continuam sendo impressos, inúmeras vezes foram levadas ao palco, à tela e à televisão com enorme sucesso de público. Gerações de leitores continuam sendo envolvidas pela estória comovente da pequena órfã Pollyanna, que, baseada em contagiante otimismo e carregada dos mais puros sentimentos, toca no fundo da alma de qualquer tipo de leitor, incapaz de acompanhar impassível à mensagens de euforia e alegria transmitida pela criatura que logo às primeiras páginas aprendemos a amar que jamais esquecemos.
Pollyanna é uma obra dividida em 32 capítulos entitulados com a ação principal a ser narrada no próprio capítulo. A narrativa conta a estória de uma menina de onze anos que, ao perder o pai e não ter mais quem cuidasse dela, vai morar com a tia Miss Polly Harrington, irmã de sua mãe. Ao se mudar para a casa da tia ela, Pollyanna, muda completamente a rotina pacata da casa de Miss Polly. Pollyanna tem esse nome devido a uma homenagem que sua mãe, Jennie Whittier, fez às suas irmãs, que se chamavam Polly e Anna.
O livro Pollyanna é um livro que encanta e ensina a sempre ver o lado positivo da vida, independente da situação em que você esteja. Pollyanna, uma criança de 11 anos, ensina aos adultos seu jogo do contente e consegue mudar a vida dessas pessoas. Uma estória emocionante e comovente e a tradução de Lobato traz mais vida e alegria ao livro com seu estilo bem marcado.

    Trabalho apresentado e publicado no Caderno de Resumos da XII Mini-Enapol de Lexicologia, Lexicografia, Terminologia, Toponímia e Tradução – Tratamentos do léxico: as ciências do léxico e a construção do saber na interação com os diversos campos do conhecimento no dia 14 de dezembro de 2009.

Orientador: Prof. Dr. Francis Henrik Aubert

O presente trabalho é parte de um projeto maior de pesquisa de mestrado, ainda em andamento, que é a tradução do livro Infanto-Juvenil Memórias da Emília de Monteiro Lobato para a língua inglesa. Nesse trabalho será ressaltado a importância do conceito de literatura infantil e juvenil de um modo geral e conceituar o que é a literatura infantil e juvenil no Brasil e como foi seu início. Inicialmente os livros para crianças brasileiras eram a partir de adaptações de obras para adultos e traduções de obras estrangeiras. Como definir o que é literatura infantil brasileira, o que a distingue e por onde começou? Como classificar os livros em faixa etária, em livros infantis ou livros adultos? Como abordar os livros infantis ou juvenis fora dos critérios pedagógicos? Essas são questões que nos levam ao enfrentamento dos cânones literários das convenções que foram se urdindo ao longo da nossa história cultural e da nossa literatura. A começar pelo pioneirismo de Monteiro Lobato (1882-1948). Há de se pensar no projeto de nacionalização do livro infantil no Brasil e Monteiro Lobato participou ativamente nesse processo. Monteiro Lobato, bacharel em Direito, foi escritor para jornais de Taubaté, Santos e Rio de Janeiro; foi o precursor da literatura infantil brasileira. Foi o criador que o Brasil precisava para a literatura infantil com suas obras infantis situadas no famoso “Sítio do Pica-pau amarelo”. Ao buscar na história do mercado editorial brasileiro no primeiro período republicano, se vê que a intervenção dos editores sempre foi muito importante, graças a eles os livros foram e ainda são possíveis. Os estudos de Marisa Lajolo, Regina Zilberman e John Milton serviram como base principal de estudos para fundamentar o projeto de nacionalização da literatura infantil e juvenil e relacionar esses estudos às obras de Monteiro Lobato que deram início ao gênero literário no Brasil, tendo como exemplo, principalmente, a obra Memórias da Emília de Monteiro Lobato. Zilberman, Lajolo e Milton foram importantes, também, para apresentar a literatura infantil e juvenil como gênero literário no Brasil por meio das obras de Lobato.

Palavras-chaves: Monteiro Lobato, Literatura Infantil Brasileira, Tradução, Livro Infantil, Projeto de Nacionalização

Site: http://www.fflch.usp.br/dl/minienapol_lex

Artigo completo por e-mail: teacherkatiaregiane@gmail.com

    Trabalho apresentado no XII Congresso de Iniciação e Produção Científica da Metodista e do XI Seminário de Extensão da Metodista e VI Seminário PIBIC/UMESP de Pesquisa de 2009

O presente trabalho é parte de um projeto maior de pesquisa de mestrado que é a tradução do livro Infanto-Juvenil Memórias da Emília de Monteiro Lobato para a língua inglesa. Esse artigo foi apresentado como exigência para a conclusão da disciplina disciplina Estudos da Tradução: Diferentes Abordagens e Perspectivas no curso da Tradução da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de Letras Modernas. A tradução desse livro foi muito além do que a simples tradução palavra por palavra, pois a problemática da tradução está ligada à interpretação de significados entre línguas e, atualmente, há a necessidade de se pesquisar muito mais e profundamente a linguagem das crianças e a literatura infanto-juvenil. De modo geral os um dos problemas relacionados à tradução de um livro infantil ou juvenil, nesse caso, Memórias da Emília, é de se pensar na estética da recepção, pois o conceito do lúdico, recriação do imaginário, exotismo e situações de humor criará a legibilidade da tradução. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi criar uma estratégia de tradução para os problemas de traduções com as situações de humor, ditos populares e culturalmente marcados, palavras e produtos genuinamente brasileiros encontrados ao longo do livro, desafio esse que foi enfrentado ao traduzir uma obra para outra língua que não é a língua materna do tradutor. A teoria do escopo proposta por Hans J. Vermeer e Katharina Reiss serviu como base de estudo para aplicação e análise da tradução de Memórias da Emília. Além de Vermeer e Reiss, outros autores foram importantes para fundamentar o presente trabalho como Walter Benjamin, Gideon Toury, Christiane Nord e Francis H. Aubert. A partir dos pressupostos teóricos da teoria do escopo procurou-se entender e analisar os aspectos de maiores dificuldades na tradução da obra de Monteiro Lobato e houve a tentativa de adequar a tradução à cultura de chegada. A teoria do escopo pode ser bem aplicada causando um resultado favorável a tradução do livro que já foi concluída. Ainda não houve uma revisão completa dessa tradução, mas foi e tem sido um trabalho muito proveitoso e prazeroso de fazer.A literatura infantil e juvenil traz à tona a criança ao adulto que escreve e ao tradutor que a recria.

Palavras-chaves: Tradução, Literatura Infantil, Teoria do Escopo, Monteiro Lobato

Site: http://www.metodista.br/ev/congresso-metodista

Artigo completo pelo e-mail: teacherkatiaregiane@gmail.com

    Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

(Manuel Bandeira)

Recomeçar …

outubro 26, 2009

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…

Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.

Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.

Onde você quer chegar?
ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…
se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…

Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…

Fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente…
esvazie seu coração… fique pronto para a vida…
para um novo amor…

Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
afinal de contas…
Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Não queremos perder

setembro 1, 2009

Primeiro,
não queremos perder
É lógico não querer perder.
Não deveríamos ter de perder nada:
nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra:
experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.

Segundo:
perder dói mesmo.
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.

Terceiro:
precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.

A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.

Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir, e esgotar, a dor.
O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.

Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse:
bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.

(“Maravilhosa” Lya Luft)

POLITICOM 2009

agosto 31, 2009

    O Rádio na Propaganda Política

Fundada em outubro de 2008, durante a VII Conferência Brasileira de Marketing Político, realizada na Faculdade “Prudente de Moraes”, em Itu/SP, a POLITICOM, Sociedade Brasileira dos Pesquisadores e Profissionais de Comunicação e Maketing Político, tem procurado incentivar as discussões sobre propaganda política nos seus encontros anuais.

Desde 2002, quando foi criado como Seminário Brasileiro de Marketing Político, sob os auspícios da Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação, a POLITICOM tem conseguido anualmente ou por meio de outras ações, produzir conhecimento novo sobre marketing e propaganda política. A UMESP também tem abrigado o projeto de pesquisa “A história da propaganda política no Brasil Republicano”, a partir do qual tem sido construídas dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre o campo do marketing e propaganda política. A entidade também tem sido pioneira no lançamento de livros sobre o campo e de um e-book sobre “A propaganda política no Brasil contemporâneo”, onde reúne artigos, ensaios e reflexões sobre o campo.

Por meio de seus Grupos de Trabalho sobre propaganda política no rádio, na televisão, nos jornais/revistas, na internet , nos trabalhos de conclusão de curso ou através de temas gerais, a POLITICOM reúne hoje um grande acervo de contribuições sobre o campo. Sua diretoria tem procurado também estreitar ligações com pesquisadores do Brasil, por meio das diretorias regionais espalhadas pelo país que, a médio prazo devem produzir congressos e seminários similares ao evento nacional.

    Em 2009 será realizado no Departamento de Com. Social da Universidade de Taubaté (Unitau) nos dias 15 e 16 de Outubro.

Maiores informações:
Pelo telefone: (12) 3624-2296
Pelo site: www.unitau.br/politicom

O ensino de uma segunda língua é direito da criança na Educação Básica, segundo Lei Federal n.º 9394 de 20/12/1996, e pode ter início a partir da Educação Infantil.

Na parte diversificada do currículo da Educação Básica, Parágrafo 5º do Art. 26, será incluído, obrigatoriamente, a partir da sexta série do ensino fundamental, ou seja, o terceiro ciclo da educação básica, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição. No currículo escolar no Brasil há a escolha de duas línguas oficiais, o inglês e o espanhol. As duas línguas podem fazer parte do currículo ou, apenas, uma delas.

Algumas escolas de Educação Infantil já adotam o ensino de uma língua estrangeira no currículo. A escolha da língua estrangeira, também depende da comunidade pedagógica e da comunidade onde o aluno e a escola estão inserido, pois é nessa fase, na educação infantil, primeira etapa da educação básica, que se tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

A comunidade está sempre presente no que diz respeito a educação, mas não há a cobrança ou a fiscalização necessária por parte dela para que se tenha um ensino de qualidade para as nossas crianças. Nas grandes cidades, por conta da correria dos tempos modernos, os pais não fiscalizam e deixam que essa responsabilidade fique para a instituição de ensino, seja ela da rede pública ou privada.

Se esta lei fosse seguida fielmente seguida o Brasil seria, ao menos, um país bilíngue com duas línguas oficiais, o português e o inglês, já que o espanhol foi incluído no currículo recentemente. Isso acontece com o ensino na rede pública de ensino, onde não há incentivos estaduais e nem federais para se formar cidadãos bilíngues.

A passos lentos, as escolas de redes particulares têm oferecido um ensino melhor, mas é direcionado ao pessoal da classe média, ou seja, para se ter uma boa qualidade de ensino é necessário pagar por ela.

Pelas diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais, ao longo de
quatro anos do Ensino Fundamental, espera-se que o aluno seja capaz de:
 saber identificar línguas estrangeiras e perceber que vive num mundo plurilíngüe, no qual alguns idiomas desempenham papel hegemônico em determinado momento histórico;
 ter uma experiência de se expressar e de ver o mundo, ampliando a compreensão do próprio papel como cidadão de seu país e do mundo;
 reconhecer que a aquisição de uma ou mais línguas permite acessar bens culturais da humanidade;
 ler e valorizar a leitura como fonte de informação e prazer;
 utilizar outras habilidades comunicativas de modo a poder atuar em situações diversas.

O curioso é, que mesmo a criança tendo estudado, segundo a lei, sete anos de ensino de língua inglesa (quatro anos no ensino fudamental e três no ensino médio), não se fala a língua fluentemente e os conceitos dos PCNs “vão por água abaixo”.

Esses sete anos significa mais de 500 horas de ensino de língua inglesa, tempo mais que suficiente para se falar fluentemente, mas infelizmente não é o que acontece atualmente.

É necessário recorrer às escolas de idiomas para adquirir a fluência no idioma, pois é fato que ser fluente em inglês se tem acesso a diversas oportunidades de trabalho no Brasil e no mundo.

Em minha opinião, deixar que a criança só aprenda a segunda língua a partir do terceiro ciclo é um tempo perdido, pois a criança da idade da educação infantil já está apta a aprender o segundo idioma com facilidade de consolidação no aprendizado.

A hora de ensinar aos alunos um segundo idioma, diferente da língua materna, geralmente no terceiro ciclo, coincide com uma fase marcada
por transformações físicas e emocionais do pré-adolescente. Na escola também há novidades. O momento representa uma ruptura da organização curricular e da interação entre professor e aluno, com novos horários e disciplinas.

Tudo isso gera reações diversas, que podem ir da insegurança à apreensão. A descoberta de outro idioma está inserida nesse contexto. Fato esse que não acontece no primeiro ciclo da criança que aprende de forma mais fácil.

Por um século inteiro, entre 1880 e 1980, os educadores apostaram uma espécie de “corrida maluca” em busca de um método ideal de ensino de Língua Estrangeira. Foram criadas diversas abordagens e metodologias de ensino, como a de gramática e tradução, a audiovisual, o audiolingual e várias outras. A corrida, no entanto,
não teve vencedores. Simplesmente porque os especialistas chegaram à conclusão de que o método não poderia ser visto como um modelo pronto e definitivo. Ou seja, diferentemente de uma receita de bolo, não existe uma fórmula acabada para a boa aula.

A partir da década de 80, esse conceito passou a ser revisto e o que antes era tratado como método virou um processo dinâmico, cíclico, cheio de incertezas e sem fim. Agora, mais importante do que o professor tentar transmitir todo o programa é fazer com que o aluno aprenda a usar o que aprendeu. Dessa forma, ele estará preparado para dar seqüência ao estudo da Língua Estrangeira mesmo depois do término do curso.

É preciso avaliar o que tem sido estudado e cabe a família esse papel tão importante no processo de aprendizagem. Avaliar não se resume a constatar o nível do aluno nem a distribuir conceitos. É um instrumento
para orientar a ação pedagógica e detectar como melhorar o ensino.

Para o aluno, um retorno de seu desenvolvimento. No caso da Língua Estrangeira, outro fator entra em cena: a dimensão afetiva. Em contraste com outras disciplinas, o ensino de idiomas envolve vários fatores que podem dificultar a aprendizagem, como a frustração pela não-comunicação e a reação emocional pelo estranhamento do novo idioma.

Testes que tenham como objetivo apenas checar, por exemplo, o domínio de um ponto específico da gramática são ineficazes para verificar o conteúdo aprendido. Ao elaborar a forma de avaliação, tenha em mente os seguintes objetivos pedagógicos.

Quanto à compreensão escrita e oral, espera-se que o aluno seja capaz de:

 demonstrar compreensão geral de textos, fazendo uso de elementos visuais (fotografias, gráficos, desenhos e outras imagens) e das palavras conhecidas;
 selecionar informações do texto;
 compreender que para entender o texto não é preciso conhecer todas as palavras;
 reconhecer como a informação é apresentada e demonstrar postura crítica em relação aos objetivos do texto.

A respeito da produção escrita e oral, a expectativa é de que o aluno seja capaz de:
 demonstrar adequação na criação, respeitando normas sintáticas, morfológicas, léxicas e fonológicas do idioma;
 entender que escritores/falantes têm em mente leitores/ouvintes inseridos em certo contexto dentro da sociedade.

Felizmente, algumas escolas tem promovido atividades culturais e extra-curriculares para a melhora no aprendizado de Língua Estrangeira, mas ainda não é suficiente. É necessário uma ação em massa que envolva toda a rede de ensino na país inteiro. Assim, o Brasil, seria, de fato, um país em desenvolvimento, onde a educação viria em primeiro lugar.

Bibliografia básica: PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais